Muitas vezes um cão é designado de possessivo quando rosna porque alguém se aproxima da comida dele, do “seu” sofá ou, até mesmo, perto do seu tutor. A isto chama-se de proteção de recursos.

A educação desde bebé é essencial para evitar que isto aconteça. Como?

Habitue desde cedo o seu cão a trocar um brinquedo por outro. Isto vai fazer com que o seu cão nunca tenha medo que lhe retire o brinquedo/ objeto da boca pois sabe que será substituído por outro ( e em certos casos, inclusive pelo mesmo). Desta forma, caso lhe dê um brinquedo novo (algo que facilmente se torna muito valioso para o seu patudo) não haverá necessidade de o proteger !

Em casos de proteção de recursos desde bebe, mostre-lhe que não é preciso ter medo que lhe tirem o objeto/ brinquedo. Como?

Imaginando que foi dado um novo boneco ao seu patudo, e sempre que lho tenta tirar ele abocanha o objeto e rosna. Coloque um biscoito ao lado do seu cão de forma a que ele tenha que se inclinar para o comer, nesse momento retire o objeto e mostre-lhe que o tem na mão. Caso não haja nenhum tipo de reação, devolva-lhe o que retirou e repita o processo. Dessa forma ele irá compreender que lhe irá SEMPRE devolver o brinquedo. Em caso de necessidade de retirar o brinquedo, entregue-lhe outro.

O seu cão protege o sofá e não deixa ninguém sentar-se?

Uma das muitas formas de contornar a situação passa por ensinar o seu patudo a subir para o sofá apenas quando lhe é pedido.

Comece por atirar um biscoito para o chão, para que ele tenha de descer do sofá. Quando o fizer peça-lhe para subir para o sofá e volte a atirar o biscoito para o chão. Ao fim de algumas repetições comece por introduzir o “chão” quando ele for apanhar o biscoito e “sobe” quando lhe pedir para subir para o sofá.

São muitos e muito diferentes os casos de proteção de recursos. Muitas vezes, é necessária a ajuda de um profissional! Quanto mais cedo conseguir contornar o problema, melhores os resultados.

Published by Sofia Galiza

Experiência Mestrado Integrado em Medicina Veterinária na UTAD - Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro, concluído em 2017. Estagiou em Madrid, Londres e em Portugal onde se debruçou principalmente nas áreas de Cirurgia, Medicina Interna, Oncologia e Ecografia. Desde de 2017 a trabalhar em clínica de animais de companhia com especial interesse nas áreas de Oncologia, Medicina Interna e Comportamento Animal. A minha relação com os cães Os cães tiveram uma grande influência na decisão de ser médica veterinária. Sempre me fascinou o amor incondicional que têm pelo dono sem pedir nada em troca e da forma como parecem compreender tudo sem que seja preciso explicar o que for. Cá em casa tenho o Trengo, que veio homenagear a memória do seu homónimo, e que nos enche de alegria cada vez que entramos em casa :)

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