O período de gestação das cadelas dura, em média 60 dias. Durante esse tempo, o seu corpo vai-se preparando para receber os filhotes.

No dia do parto ou alguns dias antes, surge o primeiro leite – colostro, nas glândulas mamárias da cadela. O colostro é um líquido amarelado, viscoso e com um valor nutricional elevadíssimo. É ele o principal responsável por transferir a defesas (imunidade) da cadela para os seus bebés.

Após 3 a 4 dias, a consistência do colostro altera-se e a sua constituição também, adaptando-se à fase de crescimento dos cachorros.

O período de lactação de uma cadela dura cerca de dois meses, após os quais os cachorros estão aptos para iniciar a alimentação seca normalmente.

Quando a cadela não produz leite ou o que produz é insuficiente, o que fazer?

São raros os casos em que as cadelas não produzem leite suficiente para alimentar as suas crias. Podemos estar perante dois cenários:

  • A cadela produz leite, mas por algum motivo ele não está a sair. É importante avaliar a glândula mamária para verificar se existe algum obstáculo à ejeção de leite, como a mamite (inflamação da glândula mamária). Nessas circunstâncias, a glândula mamária está dura e inflamada, impedindo que o leite flua corretamente.
  • A cadela não produz leite suficiente ou nenhum. Acontece em cadelas cuja alimentação é insuficiente e desequilibrada do ponto de vista energético e nutricional. Outro fator que pode contribuir para esta situação prende-se com eventos de stress ou medo, que condicionam a produção de leite.

Em qualquer um dos casos, será sempre imprescindível consultar o Médico Veterinário habitual para estabelecer a melhor abordagem, não só para os cachorros mas também para a cadela.

A alternativa passa muitas vezes pelo aleitamento com leite artificial, formulado especialmente para cachorros. Esse leite deve ser preparado respeitando a instruções da embalagem e utilizando o biberão e tetinas que a acompanham.

Ana Matias

Médica Veterinária

Published by Ana Matias

Experiência Terminou o Mestrado Integrado em Medicina Veterinária pela Universidade do Porto (ICBAS) em 2014. Desde então tem-se dedicado à Clinica de Animais de Companhia, com especial interesse nas áreas de Imagiologia, Reprodução Animal e Oncologia Clínica. Pós-graduada e certificada a nível europeu em Diagnóstico por Imagem pela ESPVS. A minha relação com os cães Desde sempre que não sei existir sem a presença destes animais. Ensinaram-me a admirá-los, respeitá-los e amá-los ao ponto de me darem força para me tornar na pessoa que sou hoje profissionalmente e a nível emocional. A Dora é a menina que me acompanha faz 8 anos, uma verdadeira rafeira de raça, como costumo dizer :) Enche-me os dias e o coração.

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