O Pastor Alemão, é uma das raças favoritas dos portugueses. São conhecidos pela sua lealdade, inteligência e pelas suas orelhas eretas e pontiagudas.

Quando nascem, os cachorros, ainda não tem o ouvido externo e pavilhão auricular completamente desenvolvido.

O que é o pavilhão auricular?

É uma estrutura móvel que roda no seu eixo vertical através dos músculos da  orelha. Permite  localizar  e  recolher  ondas  sonoras,  transmitindo-as  à membrana  timpânica.  É  composto  por  uma  lâmina  de  cartilagem  elástica – a  cartilagem auricular.  Esta  é  revestida  por  pele  em  ambos  os  lados.

Numa fase muito inicial do crescimento, a cartilagem da orelha do Pastor Alemão não é forte o suficiente para suportar o peso das suas orelhas grandes. Mas, à medida que crescem e se mantiverem uma alimentação adequada e ajustada às suas necessidades, desenvolvem cartilagem mais forte. Este processo dura cerca de 20 semanas.

Ajudamos a criar a receita ideal para o seu Pastor Alemão aqui.

Quando os cachorros terminam a fase de dentição, começa a ser visível o posicionamento das orelhas: deitadas ou eretas. É comum vermos as orelhas a assumir a posição ereta quando os chamamos ou estão muito felizes, e voltarem a ficar caídas, logo de seguida.

Em alguns cães, o processo demorará mais do que as 20 semanas.

No entanto, cada cachorro, mesmo que da mesma ninhada, tem um desenvolvimento ligeiramente diferente.

A partir dos 8, 9 meses de idade, a maioria dos casos assume a sua forma permanente.

Com que idade ficam em pé as orelhas de um Pastor Alemão?

As orelhas do patudo devem começar a adotar a posição vertical após os 5 meses de idade. Ficam permanentemente “em pé” a partir dos 8-9 meses.

Helena Ferreira

Médica veterinária

Published by Helena Ferreira

Experiência Mestrado Integrado em Medicina Veterinária no ICBAS - Universidade do Porto, concluído em 2017, tendo realizado vários estágios em Portugal e nos EUA onde aprofundou conhecimentos na área de Anestesia, Cuidados intensivos, Cardiologia e Radiologia. Desde de 2017 a trabalhar em clínica de animais de companhia com especial interesse nas áreas de Cirurgia e de Medicina Interna. A minha relação com os cães Os cães fazem parte da minha vida desde que a minha memória me permite lembrar. Cresci com eles e aprendi o significado de altruísmo e resiliência. São o verdadeiro exemplo se felicidade genuína! estão sempre lá para nós! Cá em casa tenho a Cuchi, uma “rafeirinha” com 15 anos mas espírito de cachorro! É um amor, a não ser quando se mete com os gatinhos cá de casa :)