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Sarna demodécica: o que é e qual o tratamento?

A sarna demodécica é um problema dermatológico que é transmitido da mãe para os cachorros. Saiba mais sobre esta doença aqui.

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A sarna demodécica é uma doença parasitária que afeta a pele. É provocada por um ácaro que se encontra naturalmente a pele dos cães saudáveis- Demodex canis.

Quais os tipos de sarna demodécica?

Existem 2 formas diferentes de sarna demodécica: a forma localizada e a forma generalizada.

A forma generalizada afeta várias zonas do corpo, incluindo as patas e o focinho.

Enquanto que, a localizada, como o próprio nome indica, afeta apenas uma zona do corpo.

A sarna demodécica, pode também ser classificada segundo a idade.

Dependendo da idade em que o animal manifesta os primeiros sinais clínicos, é designada como juvenil (aparece entre os 3 e os 8 meses) ou adulta (aparece posteriormente).

A transmissão entre animais ocorre?

O Demodex canis é transmitido da mãe para o cachorro por contacto direto nos primeiros dias de vida.

Por volta das 16 semanas os cachorros começam a demonstrar sinais da doença, com o aparecimento de lesões de pele incialmente na zona do focinho – sarna demodécica juvenil.

O aparecimento de sarna demodécica generalizada no adulto deve-se à imunossupressão provocada por patologias como o hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo, leishmanioseneoplasias (entre outros), bem como por terapia prolongada com corticosteróides.


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É transmissível aos humanos?

Não. Ao contrário da sarna sarcótica, a sarna demodécica não transmissível nem ao homem nem a outras espécies.

A única forma de transmissão é enquanto são cachorros, da mãe para os bebés.

Cães adultos podem manifestar a doença mais tarde, em alturas de imunossupressão, no entanto, o momento do contágio foi enquanto cachorro.

Como suspeitar de sarna demodécica?

Os sinais clínicos mais caraterísticos deste problema são alopécia (falta de pelo), eritema (pele vermelha) e descamação em diferentes zonas do corpo.

Na forma localizada, as lesões não costumam causar prurido (comichão), mas na forma generalizada muitas vezes há prurido associado ao aparecimento de pápulas, pústulas e crostas.

As lesões com alopécia podem apresentar hiperpigmentação na zona onde há falha de pelo (pele escurecida).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito através da análise microscópica dos pelos (tricograma) ou mediante raspagem da pele, observando o parasita.

Se a suspeita de sarna demodécica for grande, mas não se encontrar o parasita, está recomendada a biópsia de pele das lesões.

Qual o tratamento?

O tratamento médico consiste na administração de medicações acaricidas e tratamento das lesões secundárias.

Como a recidiva ocorre com frequência, o tratamento deve manter-se até presença de 2 tricogramas negativos consecutivos intercalados de pelo menos 1 mês.

O tratamento recentemente aprovado como mais eficaz é à base de fluralaner (em forma de comprimido administrado de 3 em 3 meses – Bravecto®).

Banhos com substâncias acaricidas e a aplicação de injeções com avermectinas são tratamentos clássicos cada vez menos utilizados por serem mais trabalhosos e agressivos.

As pipetas à base de moxidectina (Advocat®) têm uma eficácia relativa. Contudo, devem ser aplicadas semanalmente.

As fêmeas não castradas devem ser castradas, uma vez que a sintomatologia se acentua durante o cio.

A alimentação também é muito importante para que os cachorros tenham um sistema imunitário mais forte e eficaz.

Uma vez que, a sarna demodécica se manifesta em sistemas imunitários débeis, deve apostar num alimento de boa qualidade para o seu patudo. Experimente personalizar a ração para o seu cão aqui.

Qual o prognóstico?

A sarna demodécica localizada normalmente, melhora em algumas semanas.

No cão adulto, a sarna demodécica generalizada requer tratamento acaricida e tratamento concorrente da causa predisponente, causadora de imunossupressão.

A sarna demodécica juvenil generalizada pode recidivar mesmo após tratamento e melhoria clínica.

Este tipo apresenta um componente hereditário, e como tal deve evitar-se que cães diagnosticados sejam utilizados para reprodução.

Patrícia Azevedp

Médica Veterinária

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