Angioedema em cães

angioedema é uma reação na pele (derme profunda e tecidos subcutâneos) e nas mucosas, incluindo as dos tratos respiratório e gastrointestinal. Implica um aumento da permeabilidade vascular e o extravasamento do líquido intravascular. É geralmente uma reação aguda causada por exposição a alergénios , alimentos, picadas entre outros.

aspeto dos tecidos altera-se, chegando a ocorrer deformações acentuadas. Ou seja, a zona fica inchada. É comum a imagem de patudos com a cara edemaciada após serem picados por abelhas, por exemplo.

O Angioedema resulta da desgranulação de mastócitos e basófilos (células inflamatórias) mediante diversos estímulos. A desgranulação destas células liberta substâncias vasoativas e inflamatórias nos tecidos envolventes, provocando os sinais clínicos observados.

Estes sinais são agudos, quer isto dizer que se manifestam logo após o estímulo responsável e até 30 min depois do mesmo.

Se o Angioedema envolver os tecidos circundantes à laringe, pode surgir dispneia, ou dificuldade respiratória, e em casos graves conduzir à asfixia.

As reações anafiláticas que envolvem o trato gastrointestinal são acompanhadas de vómito e diarreia. Pode ainda ocorrer  choque anafilático, que é a reação de hipersensibilidade de maior gravidade, podendo levar à morte.

Os animais em choque apresentam-se em colapso, com mucosas pálidas, pulsos débeis, taquicardia e extremidades frias. Estes pacientes têm um risco acrescido do desenvolvimento de coagulação intravascular disseminada (CID).

Dado o risco de desenvolvimento de asfixia, choque e CID qualquer animal que surja com uma reação de angioedema deve ficar sob vigilância médica pelo menos durante 24 horas, de forma a garantir o desaparecimento dos sinais e o controlo da reação. O tratamento deverá estar direcionado para a diminuição desta reação exuberante. Pode incluir fluidoterapia e a administração de fármacos como glucocorticoides, adrenalina e anti-histamínicos. Caso se conheça, ou se suspeite da natureza do alergénio que motivou a reação, outros tratamentos podem ser necessários.

Por isso se desconfiar que o seu patudo está a sofrer deste tipo de reação, não hesite e leve-o de imediato para o centro de atendimento médico-veterinário mais próximo.

Helena Ferreira

Médica Veterinária de Animais de Companhia

3 ricette veloci e deliziose per il tuo cane

Polpette di pesce

Per questa ricetta è possibile usare del tonno oppure pesce fresco. Nel caso si optasse per del pesce fresco è preferibile scegliere pesci di piccola taglia, come ad esempio le alici. Queste dovranno essere sventrate, ben cotte in acqua bollente e attentamente frullate intere con la testa e con le lische (soluzione ottima per apportare la giusta quantità di calcio alla dieta). In una ciotola, lasciar imbibire del pane raffermo con del latte. Ottenuto un composto facilmente amalgamabile, aggiungere della scorza di limone, il pesce frullato una o due uova e del pangrattato fino ad ottenere un composto non troppo appiccicoso. Creare delle polpette e adagiarle su una teglia con carta forno. Infornare a 200° C fino a doratura (15 minuti circa).

Zuppa di carne

Mettere a bollire una pentola d’acqua e aggiungere dei pezzetti di zucca, a cottura ultimata ritirare la zucca e passarla al mixer per ottenere una crema liquida e metterla da parte. Con la stessa acqua di cottura far bollire del riso ed infine far sbollentare degli straccetti di carne rossa. A cottura ultimata scolare grossolanamente il riso con la carne e condire il tutto con la crema di zucca. Servire tiepido con un filo di olio d’oliva.

Spezzatino di carne

Tritare una porzione di carote e zucchine e sbollentare in poca acqua. Creare dei dadi di carne (pollo, tacchino o manzo) e passarli nella farina. Aggiungere in padella e lasciar cuocere per almeno 20 minuti, aggiungere acqua o brodo di carne a secondo della necessità. Spegnere il fuoco attendere qualche minuto e servire ancora tiepido condito con un filo di olio di oliva o olio di semi.

IMPORTANTE:

Le ricette contenute in questo articolo non rappresentano una dieta completa e bilanciata, pertanto se ne sconsiglia l’utilizzo quotidiano in quanto, se protratta nel tempo, condurrebbe l’animale a carenze nutrizionali. Tali ricette dovranno essere intese come pasti complementari che da inserire all’interno di un regime alimentare sano ed equilibrato, che possono sporadicamente sostituire un pasto .

Dott.ssa Alessia Troli
Medico Veterinario Barkyn

Meloxicam para cães

O meloxicam é um fármaco anti-inflamatório não esteróide (AINE) que atua inibindo a síntese de prostaglandinas (mediadoras da inflamação), exercendo assim as suas propriedades anti-inflamatórias, anti-exsudativas, analgésicas e antipiréticas.

É bastante utilizado no alívio da inflamação e dor em doenças musculo-esqueléticas agudas e crónicas.

Pode encontrar-se em comprimidos e xaropes, com diferentes dosagens.

Dosagem e duração do tratamento

Como qualquer outro medicamento, o meloxicam só deverá ser administrado sob aconselhamento e indicação do Médico Veterinário habitual.

A duração do tratamento e dosagens devem ser adequados em cada caso em específico, pelo que é recomendável seguir o protocolo terapêutico sugerido pelo profissional de saúde.

Contra-indicações

  • Não administrar a fêmeas gestantes ou em lactação.
  • Não administrar a animais com patologias gastro-intestinais, tais como irritação e hemorragia.
  • Não administrar em animais com funções hepática, cardíaca ou renal diminuídas e patologias hemorrágicas.
  • Não administrar em casos de suspeita ou evidente hipersensibilidade individual ao medicamento.
  • Não administrar a cães com menos de 6 semanas de idade.

Efeitos adversos

Embora raras, podem surgir reações adversas típicas dos AINEs, tais como perda de apetite (anorexia), vómitos, diarreia, sangue oculto nas fezes e apatia. Estas reações adversas ocorrem geralmente na primeira semana de tratamento e são, geralmente, transitórias, desaparecendo assim que termina o tratamento. Contudo, em casos raros, podem ser graves ou fatais!

Ana Matias

Médica Veterinária

Pode dar paracetamol ao seu cão?

Por muito grande que seja o amor que sentimos pelos nossos cães, é importante não esquecer que não são humanos! Assim, mesmo parecendo existir alguma semelhança entre os sintomas apresentados pelo seu patudo e os das doenças que conhece, cada caso é um caso! Além das doenças serem diferentes e terem abordagens médicas específicas, muitos medicamentos de uso humano são tóxicos e mortais para os animais, como é o caso do tão famoso Ben-u-ron® (paracetamol).

Os cães podem tomar paracetamol?

Não! O paracetamol é um fármaco tóxico para os cães e pode ser fatal!

O paracetamol é um anti-inflamatório utilizado por rotina e, de forma segura nos humanos, sejam bebés ou adultos. Porém, este composto não é metabolizado pelo fígado dos cães, tornando-se tóxico. Além de destruir as células do fígado (hepatócitos), destrói também os glóbulos vermelhos, que transportam o oxigénio no sangue.

Os sinais de intoxicação geralmente têm inicio 4 horas após a ingestão e incluem:

E se o seu cão tomar paracetamol por acidente?

No caso de ingestão, deverá dirigir-se ao Médico Veterinário mais próximo com urgência!

Como pode aliviar as dores do seu cão?

Somente o Médico Veterinário tem formação para examinar, diagnosticar, medicar e ajudar o seu animal. Por isso, se o seu cão apresentar algum sinal de doença e/ou dor não hesite em procurar ajuda de um profissional qualificado.

Lembre-se que medicar o seu melhor amigo de 4 patas sem aconselhamento Médico-Veterinário pode ser fatal!

Ana Matias

Médica Veterinária

Apoquel no tratamento de alergias nos cães

O que é o Apoquel e para que é utilizado?

O Apoquel é um medicamento utilizado no controlo de prurido (comichão) relacionado com alergias ambientais (alergia atópica) em cães. O principio ativo é o maleato de oclacitinib, que é um inibidor da JANUS quinase (JAK), e encontra-se sob a forma de comprimidos.

Dose e protocolo de administração

A dose de administração depende do peso do animal e do protocolo terapêutico estabelecido pelo Médico Veterinário habitual, podendo variar de 0,4 a 0,6 mg/Kg, duas vezes ao dia, para uma terapia inicial. Após o período de 14 dias, deverá ser mantida a dose, mas administrada apenas uma vez ao dia.

O Apoquel pode ser administrado com ou sem alimento, sem qualquer advertência.

Contra-indicações

O Apoquel não deve ser utilizado:

  • Em cães com menos de 12 semanas de idade
  • Em animais com infeções severas, pois pode agravá-las
  • Em fêmeas gestantes ou lactantes
  • Em animais reprodutores
  • Em combinação com ciclosporina, corticosteróides ou outros agentes imunossupressores

Lembre-se sempre que o sucesso do tratamento passa pela correta avaliação Médico-Veterinária. Nunca medique o seu patudo sem autorização prévia, pois pode ter consequências graves!

Ana Matias

Médica Veterinária

Biscotti per cani fatti in casa: 3 ricette facili e gustose

Biscotti al pesce

Gli ingredienti sono:
– 300 g di farina 00
– 180 g di tonno al naturale
– 1 uovo
– 1 cucchiaio di olio di semi

Le varianti delle ricetta possono prevedere l’utilizzo di pesce fresco sempre accuratamente deliscato.
Se il composto dovesse apparire poco fermo è possibile aggiungere un uovo o aumentare la componente di farina oppure aggiungere del pan grattato.

Scolare bene il tonno e frullarlo in una ciotola. Se si usa del pesce è necessario bollirlo in pentola ed eliminare le lische
In una scodella unire la purea di tonno, l’uovo, l’olio e la farina, fino a rendere l’impasto omogeneo. Ricavare dei biscotti della dimensione desiderata aiutandosi con uno stampino. Infornare a 180 °C per una ventina di minuti.
Importante: conservare i biscotti in frigorifero per un massimo di 6 giorni.

Biscotti alla carota

La carote è fra le verdure maggiormente apprezzate dai cani, grazie al suo gusto zuccherino.
Gli ingredienti sono:
• 250 gr di farina integrale
• 4 carote
• 2 uova
• un cucchiaio di olio d’oliva

Il procedimento è molto semplice:
far bollire le carote in acqua leggermente salata e schiacciarle con l’aiuto di una forchetta. Una volta freddate le carote, schiacciare ed unire in una ciotola la farina, le uova e l’olio d’oliva. Se il composto dovesse apparire troppo asciutto, aggiungere del brodo di cottura della carote.
Creare un impasto compatto e stenderlo aiutandovi con un mattarello. Ricavare biscotti dello spessore di mezzo centimetro e cuocerli in forno a 180 per 20-30 minuti.

Biscotti alla carne bianca

130 gr di tacchino o pollo
brodo carne senza sale aggiunto qb
320 gr di farina
2 uova
80 gr di carote o verdure a piacere

Far bollire la carne in poca acqua e mixarla con il robot da cucina, aggiungere il brodo, la farina, le uova e amalgamare il tutto fino ad ottenere un composto fermo. Infine aggiungere le verdure. Ricavare i biscotti con l’aiuto di stampi da cucina ed infornare a forno ben caldo a180 °C fino a doratura (circa 20-30 minuti).

Dott.ssa Alessia Troli
Medico Veterinario Barkyn

História de Hachiko: o cão que esperou 10 anos pelo seu dono

Hachiko, cão de raça Akita-Inu, nasceu em Odate, no Japão em Novembro de 1923 e foi enviado em 1924 para a sua nova família, na casa do Professor Eisaburo Ueno.

Ueno e Hachiko tornaram-se amigos inseparáveis!

Ueno era um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio, que vivia em Shibuya, perto da estação de comboio.

Diariamente, Ueno utilizava o comboio como meio de transporte até ao local de trabalho, sendo parte integrante da rotina de Hachiko acompanhá-lo todas as manhãs. Dirigiam-se juntos até à estação de Shibuya e Hachiko retornava sozinho à estação durante as tardes, esperando o Professor, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

A 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um AVC, durante uma reunião do corpo docente, na faculdade e faleceu. Hachiko, no horário habitual, esperava pelo seu dono pacientemente na estação… Naquele dia a espera durou até a madrugada.

Conta a história que na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, partiu as portas de vidro da casa e dirigiu-se para a sala onde o corpo foi colocado, passando a noite deitado ao lado do seu mestre.

Outro relato, afirma que aquando a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko saltou para dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.

Após a morte do Professor, Hachiko foi oferecido a familiares que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio. Contudo, fugiu variadas vezes até retornar à sua casa em Shibuya.

Posteriormente, foi dado ao ex-jardineiro da família, que o conhecia desde cachorro, mas Hachiko continuava a fugir. Acabava por aparecer sempre na sua antiga casa, até que percebeu que o professor Ueno não morava mais ali.

Hachiko continuava a dirigir-se, diariamente à estação de comboios de Shibuya, esperando que o seu dono regressasse. Procurava-o entre os passageiros, saindo somente quando a fome e sede o obrigavam. Anos passaram e os passageiros começaram a trazer-lhe comida para aliviar sua vigília.

A devoção de Hachiko à memória de seu mestre impressionou o povo japonês, tornando-o modelo de dedicação à memória da família. Esta história passou de geração em geração e, ainda hoje, é utilizada para educar crianças, por pais e professores.

Em 21 de Abril de 1934, uma estátua em bronze de Hachiko, esculpida por Teru Ando, foi erguida na estação de Shibuya. A cerimónia de inauguração foi um grande evento que contou com a participação de uma multidão de pessoas, incluindo o neto do professor Ueno. Durante a 2ª Guerra Mundial, a estátua foi destruída, sendo esculpida, mais tarde, uma réplica pelo filho de Teru Ando.

Devido aos anos passados nas ruas, Hachiko estava magro e com feridas das lutas com outros cães. O seu aspeto miserável fazia esquecer o cão forte que já que tinha sido. Envelheceu, tornando-se muito fraco e doente. Faleceu na estação de comboios, na madrugada de 8 de Março de 1935, com 11 anos e 4 meses de idade. A morte de Hachiko destacou-se nas primeiras páginas dos jornais japoneses! Um dia de luto foi declarado.

Hachiko esperou nove anos e dez meses pelo seu tutor.

Ana Matias

Médica Veterinária

10 curiosidades sobre o focinho do seu cão

  • Impressões digitais

O nariz do seu cão é único, não existe outro igual. Por isso, os narizes dos nossos melhores amigos são comparados às nossas impressões digitais.

  • Olfato

Não vale a pena competir com o olfato do seu patudo. Atualmente sabe-se que a capacidade olfativa do cão é 10 000 vezes mais potente do que a do ser humano.

  • Nariz húmido

É importante que o nariz do seu cão se mantenha húmido, porque permite uma maior captação das partículas do ar, o que melhora o seu olfato. Contudo, pode haver momentos em que o nariz esteja mais seco, o que não significa que o seu patudo está com febre. A avaliação da temperatura corporal deve ser avaliada por via rectal.

  • Orgão Vomeronasal

Os cães estão equipados com um órgão que se denomina órgão Vomeronasal ou órgão de Jacobson, que os ajuda a aprimorar o seu fantástico olfacto. Está localizado dentro da cavidade nasal, acima do palato e é composto por várias células sensitivas que detetam, não só, o cheiro, como também feromonas.

  • Braquicéfalos

Os nossos queridos braquicéfalos são ainda mais especiais, no que diz respeito ao seu focinho. Devido às suas particulares características anatómicas, estão mais predispostos a problemas respiratórios.

  • Mudança de cor

Alguns patudos apresentam mudanças fisiológicas da cor do nariz, como por exemplo, ficar mais claro na altura do inverno. Contudo, se notar a presença de crostas ou ulceras, deve contactar o médico veterinário habitual.

  • Detecção doenças

Atualmente existem alguns estudos que referem que alguns cães são capazes de detetar alguns cancros de forma precoce nos seus tutores, através do seu olfato. Isto é um verdadeiro super poder!

  • Espirro reverso

O espirro reverso acontece quando há uma irritação na garganta do patudo que o leva a “espirrar para dentro”. Pode ser um momento assustador para o tutor porque dá a sensação que o seu patudo está aflito, mas é algo fisiológico para o cão.

  • Passagem do tempo

Os cães conseguem avaliar a passagem do tempo, recorrendo ao seu olfato. Muitos conseguem prever quando é que o seu tutor vai voltar a casa, com base na concentração de odor do dono que vai diminuindo ao longo do dia. Há estudos que defendem que os cães são capazes de associar uma determinada concentração de odor do dono, ao momento a que este chega a casa.

  • Treinar o olfacto

Está comprovado que executar treinos com o seu cão que impliquem o uso do olfacto, o vão tornar mais feliz e optimista! 🙂

Sara Alves

Médica Veterinária de Animais de Companhia